fbpx

Motivos para visitar a Mongólia

José Victorelli, que já esteve em mais de 50 países e atualmente prepara um programa de viagens exóticas para a internet e televisão, esteve na Mongólia e conta para o Portal Woods um pouco da experiência que viveu lá

A Mongólia é um país diverso, que mescla de maneira única a hospitalidade do seu povo com ambientes inóspitos e selvagens. Entre os meses de julho a outubro é a melhor época para visitar o país, pois é quando as temperaturas estão mais altas e diversos festivais acontecem. Fora desse período, o frio e a neve tornam a experiência quase impossível. É normal a capital Ulan Bator registrar temperaturas de -30°C, chegando a índices ainda menores no Deserto de Gobi.

O país localizado na Ásia Oriental e Central, cuja língua oficial é a calca-mongol, tem 96% da população adepta do budismo. A culinária mongol é considerada saudável, constituída de ingredientes naturais, em sua maioria carnes, vegetais e especiarias como ginseng, curry, dahl e ginko.

Com a maior parte de seu território composta por planaltos, destacam-se as cadeias montanhosas, como os montes Altai, onde está localizado o ponto mais alto do país, e o Tavan Bogd, com 4.373 metros. Fazem parte ainda do relevo o Deserto de Gobi, que cobre uma ampla área de sul a leste, e as estepes, que recobrem o restante do país. A Mongólia é composta de diversas regiões autônomas chamadas de aimags. Washington Rodrigues Silva, Supervisor de Produtos da Interlaken Turismo, destacou alguns pontos turísticos que são imperdíveis para quem quer conhecer esse fantástico país.

O DESERTO DE GOBI

O DESERTO DE GOBI

Na região sul da Mongólia, está situado o imenso Deserto de Gobi. O nome significa “lugar sem água”, no idioma mongol, e suas temperaturas chegam a extremos de -43°C a 38°C. Alguns grupos nômades vivem no deserto graças a fontes subterrâneas ou artificiais, que tornam possível a habitação, criação de animais e as vegetações rasteiras. Outro ponto interessante foi a descoberta de inúmeros fósseis de dinossauros na região.

ULAN BATOR: AGITO COM OÁSIS DE SERENIDADE

Ulan Bator

Apesar de comportar mais de um terço da população do país, possuir edifícios por todos os lados e um trânsito intenso, a cidade capital da Mongólia tem seu lado sereno, como os pátios dos mosteiros, as praças públicas e o pátio Odd Beer. As quatro montanhas, consideradas sagradas, e que rodeiam a cidade, servem como cenário e convidam à visitação

ARKHANGAY E O GRANDE LAGO

ARKHANGAY E O GRANDE LAGO

 Arkhangay destaca-se pela natureza selvagem e hospitalidade dos habitantes nômades. Neste aimag, é possível experimentar passeios a cavalo e fotografar caravanas de iaques. O Grande Lago, no meio das crateras vulcânicas, é o ponto alto para visitação. De acordo com uma lenda local, o lago foi formado quando um casal esqueceu-se de desligar um poço, depois de terem ido buscar água. Um herói da região teria disparado uma flecha contra o topo de uma montanha, fazendo a parte superior cair, e assim formou-se a ilha Noriin Dund Tolgoi. O pôr do sol visto da parte superior das crateras vulcânicas é um espetáculo à parte.

“Escolhi a Mongólia pela natureza incrível e as histórias que havia lido sobre o desbravador Gengis Khan. Cheguei à fria capital de Ulan Bator e fiquei encantado com a região. Frequentei a noite da cidade, e conheci uma casa noturna chamada Mint e um pub irlandês. Após alguns dias, fui à cidade de Olgiy, a 1.600 km da capital, onde fiquei em uma casa sem energia elétrica nem chuveiro. Dois dias depois, fui à remota vila em Altai, que fica a aproximadamente 10 horas de carro, onde passei alguns dias em cabanas de famílias nômades, com hospitalidade e generosidade imensas. Nesses dias, treinei com os cavalos e águias em um cenário que jamais tinha visto nos mais de 50 países que já visitei. Durante a noite, nos reuníamos com outros moradores em volta do fogão à lenha para comer alimentos típicos da região e tomar vodca, a principal bebida deles, ótima contra o frio de -35°C. Promovi uma festinha com os nativos, e eles pediram que eu tocasse música brasileira. Como bom amante de música sertaneja, coloquei canções da dupla Jorge e Matheus e de Luan Santana. Eles gostaram tanto que até me deram uma lembrança do local para que eu entregasse ao cantor sertanejo. Na Mongólia, é tudo muito barato, pois a moeda é desvalorizada em relação ao real. Por esse motivo, consegui usufruir bastante das atividades, como montaria em cavalos e em um yak (boi) e pescarias no gelo, além da convivência com os habitantes do local. Ter de ir embora me deixou um pouco triste, por todas as experiências que vivenciei lá e as rápidas amizades que fiz, mas espero um dia retornar, para reviver esses inesquecíveis momentos.”

A INTOCADA TÖV

Os encantos de Mongolia

Próxima à capital está a província de Töv, com sua paisagem intocada e alguns mosteiros restaurados, como o Mandshir Khiid. A enorme estátua de Gengis Khan, o cenário de guerra mongol do século XIII ou visitar o Campo de Dresden são alguns atrativos imperdíveis do local.

VOCÊ PRECISA CONHECER TAMBÉM:

  • O Mosteiro de Erdene Zuu, em Kharkhorin, o mais antigo mosteiro da Mongólia no aimag de Ovorkhangai.
  • Em Bogdkhan Uul está situada a zona natural preservada mais antiga do mundo.
  • A província isolada de Bayan-Ölgii, com seus maravilhosos pátios arqueológicos e picos de mais de 4 mil metros de altura, permanentemente cobertos de neve.
  • O Parque Nacional de Khustain, com diversas espécies de animais da região.
  • A capital mais linda da Mongólia, Tsetserleg, com bons restaurantes, hotéis e templos.
  • Os famosos banhos de lama de Khujirt, em banheiras de metal cheias de água da nascente.
24 de Junho de 2019
Por José Victorelli
  • ARKHANGAY E O GRANDE LAGO
  • Os encantos de Mongolia
  • A beleza de Mongólia
  • O DESERTO DE GOBI
  • Ulan Bator
  • Os encantos de Mongolia

Posts Relacionados

2019-06-03T17:30:48-03:00