Autismo e a importância dos estímulos sensoriais

O TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) é um assunto cada vez mais discutido nos dias atuais e existem diversos métodos para oferecer estímulos apropriados para as crianças com autismo. Uma das técnicas muito utilizadas é apostar em elementos sensoriais, como brinquedos educativos, por exemplo, para promover maior conforto para aqueles que têm maior dificuldade em processar esse tipo de informação. Inclusive, estimular os sentidos ajudam tanto crianças que tem excesso de sensibilidade quanto as que tem sua falta. Portanto, se você tem interesse e quer saber mais sobre o assunto, continue acompanhando o post de hoje até o fim. 

Entendendo melhor sobre a Terapia de Integração Sensorial

A Terapia de Integração Sensorial, é um método bastante utilizado por Terapeutas Ocupacionais principalmente para promover os estímulos adequados aos pequenos com autismo. Esse método terapêutico é baseado no sistema Ayres Sensory Integration (ASI), que tem como objetivo identificar e tratar a disfunção sensorial do paciente. Em crianças com autismo, existem aquelas que são sensíveis aos estímulos táteis e podem se incomodar até mesmo com a própria roupa. Por outro lado, também há aquelas sensíveis a estímulos sonoros, que começam a se incomodar e ficar ansiosas com barulhos mínimos no ambiente. Justamente por isso, é fundamental buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida das crianças e da família por meio de intervenções adequadas. 

Atividades que estimulam o desenvolvimento sensorial

É importante deixar claro que a integração sensorial é feita de acordo com o tipo de disfunção de cada criança e é elaborada pelo terapeuta ocupacional após uma análise. No entanto, existem algumas atividades simples, mas efetivas, que podem ser conduzidas pelo profissional e posteriormente realizadas em casa. Confira abaixo algumas delas:

Texturas

Caso o pequeno sinta um incômodo além do normal quando toca em certas texturas, aqui o terapeuta irá estimular o contato de pouco em pouco, utilizando diferentes brincadeiras e brinquedos educativos. Por exemplo, ele pode pedir para a criança fechar os olhos e tocar em massinhas ou brinquedos de borracha que são um pouco grudentos. Com o passar do tempo ela fica mais acostumada com a sensação, sendo possível avançar para outros objetos com texturas parecidas. 

Formas de encaixar

Outra brincadeira bastante importante para o desenvolvimento intelectual e psicomotor é utilizar as forminhas de encaixar. Ainda que a maior parte das crianças a partir dos dois anos já consigam encaixar facilmente os brinquedos, existem aquelas que possuem uma disfunção neurológica. Por isso, geralmente apresentam um progresso mais lento. Sendo assim, é fundamental continuar promovendo estímulos a fim de ajudar no processo neurológico. Além disso, nesse tipo de brincadeira também é possível trabalhar o tato e a visão em conjunto.

Tapete sensorial

Como já falamos, existem crianças que possuem pouca sensibilidade tátil e uma boa maneira de promover os estímulos certos é por meio do tapete sensorial. Normalmente ele é formado por um retângulo com retângulos menores com diferentes texturas. Portanto, ao aprender a diferenciá-las, o cérebro do pequeno começa a compreender com maior facilidade a experiência do tato. Para complementar, também é possível colocar objetos no final do tapete para que a criança os segure e estimule os sentidos. 

Toque do nariz

Uma brincadeira lúdica e que possui muita importância para o desenvolvimento do sistema proprioceptivo é o pequeno fechar os olhos e tentar tocar a ponta do nariz ou outras partes de seu rosto. Isso ajuda a reconhecer o espaço ocupado pelo corpo no ambiente, influenciando também a coordenação motora dos membros. É uma atividade bastante simples, mas efetiva, que pode ser feita até mesmo com adolescentes e adultos. 

Pressão

Também existem pessoas com autismo que ficam mais confortáveis quando são pressionadas fisicamente, seja com um cobertor pesado ou ainda com um colchão em cima do corpo. Isso quer dizer que esses indivíduos possuem pouca sensibilidade e por isso exigem estímulos mais fortes para que possam senti-los. 

Ainda que não tenha problema atender esse tipo de necessidade, é importante observar se a criança não está se machucando. Por isso, aqui é bastante recomendado apostar em massagens mais vigorosas, pois ajudam no estímulo tátil e promovem maior relaxamento. 

Balanço e gira-gira

Esses tipos de brincadeiras, que são bastante comuns para a maioria das crianças, podem ajudar a desenvolver e estimular o aparelho vestibular, que é o responsável por regular a noção de gravidade do corpo. Isso porque, os movimentos realizados auxiliam a controlar o equilíbrio corporal, sendo excelentes estratégias para gastar a energia de crianças mais agitadas ou nervosas.

Então, como você viu, as brincadeiras que citamos aqui são bem simples e fáceis de reproduzir em casa ou ao ar livre, pois não exigem muitos materiais. No entanto, é fundamental ter bastante paciência e atenção. Por fim, não podemos deixar de lembrar a importância de ter um profissional especializado ao seu lado para diagnosticar corretamente o que o pequeno precisa e assim oferecer o tratamento mais adequado para ele.

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